domingo, 28 de junho de 2009

Cecília Meireles

"Nasci no Rio de Janeiro, três meses depois da morte do meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas ao mesmo tempo me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento da minha personalidade."

Cecília Meireles nasceu no Rio, em 7 de novembro de 1901, mesma cidade em que morreu, a 9 de novembro de 1964. A menina foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides.

Viagem
, de Cecília Meireles, foi publicado em 1939, tendo sido premiado pela Academia Brasileira de Letras. Foi ele o primeiro grande livro reconhecido da autora. Eminentemente lírica, Cecília Meireles é, até hoje, uma das mais altas vozes da poesia brasileira – a mais espiritualizada delas. Sua poesia serve bem de antídoto à brutalidade dos tempos atuais.

Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Bradock


Adeus, Bradock! Você foi um bom cão guarda!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009



Vesti meu vestido de chita
vou me levar para passear
nos cabelos alfazema
para com as estrelas dançar
pés descalços
sem pensamentos
vou colher folhas aos ventos
ver o mar de azul cantar
vou sentar naquela pedra
e esperar a noite chegar.

Regina Fernandes

quarta-feira, 27 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

1 João 5



Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao Pai que gerou Jesus, também ama a Jesus, que do Pai foi nascido.


Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.

Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus

Aproveitar o tempo ...


Ah, deixem-me não aproveitar nada !
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou
de ser !
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por
brisas,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O regato casual das chuvas que vão acabando,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto
não vêm outras,
O pião do garoto, que vai parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.

Fernando Pessoa