quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Fernando Pessoa

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo,se o que quero dizer-te é que te amo?"

Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935, Lisboa), poeta e escritor português. Pessoa é considerado junto de Luís Vaz de Camões um dos mais importantes poetas de língua portuguesa. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, foi um líder ativo do movimento Modernista em Portugal, na década de 1910, e ele próprio inventou vários movimentos, incluindo um "Interseccionismo" de inspiração cubista e um estridente e semi-futurista. Familiares de Pessoa descreveram-no como afetuoso e bem humorado, mas firmemente reservado. Ninguém fazia idéia de quão imenso e variado era o universo literário acumulado no grande baú onde ele ia guardando os seus escritos ao longo dos anos.
O conteúdo desse baú - que hoje constitui o Espólio de Pessoa na Biblioteca Nacional de Lisboa - compreende os originais de mais de 25 mil folhas com poesia, prosa, peças de teatro, filosofia, crítica, traduções, teoria linguística, textos políticos, horóscopos e outros textos sortidos, tanto datilografados como escritos ou rabiscados ilegíveis à mão, em Português, Inglês e Francês. Pessoa escrevia em cadernos de notas, em folhas soltas, no verso de cartas, em anúncios e panfletos, no papel timbrado das firmas para as quais trabalhava e dos cafés que frequentava, em sobrescritos, em sobras de papel e nas margens dos seus textos antigos.

Fonte: Casa Fernando Pessoa


3 comentários:

Regina Fernandes disse...

"Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar". O mestre das palavras. Lindo!
Bjs
Lindo dia.

Thereza Garcez disse...

Flavia
Pesquisando Fernando Pessoa encontrei seu blog. Gostei muito e vou acompanha-lo.
[]'

Juju disse...

Oi Flavia
Sempre fui leitora dos poemas de Pessoa mas nunca parei para ler sobre a vida dele. Gostei muito de aprender. Parabéns pela postagem.