

Fora de possibilidades terapêuticas... Quem nunca ouviu estas palavras? Quantos de nós, que lidamos com doentes críticos, nunca nos deparamos com situações onde a cura não mais era possível? A ausência de cura, terminalidade, não implica necessariamente na perda instantânea da vida. Nem justifica o afastamento e o distanciamento do médico nestas horas tão difíceis. Horas difíceis também para o médico. Muito difíceis. Quantos de nós somos solidários, amigos dos nossos pacientes além de médicos apenas? Ser amigo, mostrar compaixão, pode curar as "dores da alma".
Desde 11 de maio de 1852, quando se inaugurou nas proximidades da Quinta da Boa Vista o primeiro telégrafo aéreo do Brasil, a elevação vizinha da Quinta era conhecida como Morro dos Telégrafos. Pouco depois, foi instalada ali perto uma indústria com o nome de Fábrica de Fernando Fraga, que produzia chapéus e que, em pouco tempo, passou a ser conhecida como "fábrica das mangueiras", já que a região era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que a Fábrica de Fernando Fraga mudasse para Fábrica de Chapéus Mangueira. O novo nome era tão forte que a Central do Brasil batizou de Mangueira a estação de trem inaugurada em 1889. A elevação ao lado da linha férrea também começou a ser chamada de Mangueira, enquanto o antigo nome de Telégrafos permaneceu para identificar apenas uma parte do morro. Atualmente, Telégrafos, Pindura Saia, Santo Antônio, Chalé, Faria, Buraco Quente, Curva da Cobra, Candelária e outros são pequenos núcleos populacionais que formam o complexo do Morro de Mangueira. O morro tinha dono. Era o visconde de Niterói (Francisco de Paula Negreiros Saião Lobato), que o recebeu como presente do imperador Pedro II. Carlos Cachaça, nascido em Mangueira, nas proximidades do morro, no dia 3 de agosto de 1902, foi testemunha da primeira vez em que os mangueirenses ouviram um samba.
Em 1910, Tia Fé cria o rancho carnavalesco Pérolas do Egito. Entre blocos, ranchos e cordões, outras agremiações surgem depois, tais como Guerreiros da Montanha, Trunfos da Mangueira e Príncipe das Matas. Em 1926, a Mangueira já era um reduto de sambistas, representados no concurso na casa de Zé Espinguela, em 1929, pelo então bloco Estação Primeira. A partir daí sua história se confunde com a história do Carnaval, e de sua mais popular agremiação carnavalesca, a Estação Primeira. Formado por grandes sambistas do Bloco dos Arengueiros, tais como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Espinguela e Saturnino Gonçalves, entre outros, estes abandonaram a idéia deste bloco para em 1928 criar o Estação Primeira, que mais tarde se tornaria a atual escola de samba.
Apesar da Estação Primeira ter sido oficialmente fundada em 1928 o primeiro enredo da Mangueira foi “Chega de Demanda”, criado por Cartola em 1929, época em que a escola ainda não concorria a desfile. A sede foi instalada na travessa Saião Lobato, 7, no Buraco Quente. A diretoria, por sua vez, tinha os seguintes nomes: presidente, Saturnino Gonçalves; vice-presidente, Angenor de Castro; primeiro secretário, Jorge Pereira da Silva; segundo secretário, Pedro dos Santos; tesoureiro, Francisco Ribeiro; diretor de harmonia Angenor de Oliveira; comissão de frente, Manuel Joaquim, Camilo e Narciso; comissão de bateria, Gradim, Maciste, Martins, Ismar e Lúcio. Na entrevista a José Carlos Rego, Cartola lembrou que, no primeiro carnaval depois da fundação, a escola chegou à praça Onze reunindo cerca de 60 pessoas. Em 1932, a Mangueira desceu o morro pela primeira para oficialmente concorrer ao desfile de Escola de Samba. Conquistou pela primeira vez o primeiro lugar, o bi-Campeonato em 1933 e o tri em 1934 ficando em segundo lugar em 1935.
O Pólo Uruguá, da Bacia de Santos, entre Maricá e Saquarema, é constituído de cinco campos (Uruguá, Tambaú, Pirapitanga, Carapiá e Tambuatá) e vai entrar em operação em 2010, quando estes municípios começarão a receber royalties.
“Como flechas nas mãos do arqueiro assim são os filhos da mocidade, e bendito é o homem que enche deles a sua bolsa de flechas.” (Salmos - Rei David)