sábado, 7 de março de 2009

História da Escola de Samba, Estação Primeira de Mangueira

Desde 11 de maio de 1852, quando se inaugurou nas proximidades da Quinta da Boa Vista o primeiro telégrafo aéreo do Brasil, a elevação vizinha da Quinta era conhecida como Morro dos Telégrafos. Pouco depois, foi instalada ali perto uma indústria com o nome de Fábrica de Fernando Fraga, que produzia chapéus e que, em pouco tempo, passou a ser conhecida como "fábrica das mangueiras", já que a região era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que a Fábrica de Fernando Fraga mudasse para Fábrica de Chapéus Mangueira. O novo nome era tão forte que a Central do Brasil batizou de Mangueira a estação de trem inaugurada em 1889. A elevação ao lado da linha férrea também começou a ser chamada de Mangueira, enquanto o antigo nome de Telégrafos permaneceu para identificar apenas uma parte do morro. Atualmente, Telégrafos, Pindura Saia, Santo Antônio, Chalé, Faria, Buraco Quente, Curva da Cobra, Candelária e outros são pequenos núcleos populacionais que formam o complexo do Morro de Mangueira. O morro tinha dono. Era o visconde de Niterói (Francisco de Paula Negreiros Saião Lobato), que o recebeu como presente do imperador Pedro II. Carlos Cachaça, nascido em Mangueira, nas proximidades do morro, no dia 3 de agosto de 1902, foi testemunha da primeira vez em que os mangueirenses ouviram um samba.


Em 1910, Tia Fé cria o rancho carnavalesco Pérolas do Egito. Entre blocos, ranchos e cordões, outras agremiações surgem depois, tais como Guerreiros da Montanha, Trunfos da Mangueira e Príncipe das Matas. Em 1926, a Mangueira já era um reduto de sambistas, representados no concurso na casa de Zé Espinguela, em 1929, pelo então bloco Estação Primeira. A partir daí sua história se confunde com a história do Carnaval, e de sua mais popular agremiação carnavalesca, a Estação Primeira. Formado por grandes sambistas do Bloco dos Arengueiros, tais como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Espinguela e Saturnino Gonçalves, entre outros, estes abandonaram a idéia deste bloco para em 1928 criar o Estação Primeira, que mais tarde se tornaria a atual escola de samba.

Apesar da Estação Primeira ter sido oficialmente fundada em 1928 o primeiro enredo da Mangueira foi “Chega de Demanda”, criado por Cartola em 1929, época em que a escola ainda não concorria a desfile. A sede foi instalada na travessa Saião Lobato, 7, no Buraco Quente. A diretoria, por sua vez, tinha os seguintes nomes: presidente, Saturnino Gonçalves; vice-presidente, Angenor de Castro; primeiro secretário, Jorge Pereira da Silva; segundo secretário, Pedro dos Santos; tesoureiro, Francisco Ribeiro; diretor de harmonia Angenor de Oliveira; comissão de frente, Manuel Joaquim, Camilo e Narciso; comissão de bateria, Gradim, Maciste, Martins, Ismar e Lúcio. Na entrevista a José Carlos Rego, Cartola lembrou que, no primeiro carnaval depois da fundação, a escola chegou à praça Onze reunindo cerca de 60 pessoas. Em 1932, a Mangueira desceu o morro pela primeira para oficialmente concorrer ao desfile de Escola de Samba. Conquistou pela primeira vez o primeiro lugar, o bi-Campeonato em 1933 e o tri em 1934 ficando em segundo lugar em 1935.

2 comentários:

Regina Fernandes disse...

Mangueira Estação Primeira! Parabéns adorei o texto e as fotos.
Bjs

gilson disse...

Eu sou brasiliense ,só que desde pequeno eu gosto muito da estação 1° de mangueira
a unica coisa que eu gosto de verdade nesse mundo
eu acredito que um dia eu vou esta desfilando lá
abração!!!