domingo, 1 de maio de 2011

Resposta a um homossexual

 

Resposta do Pastor Caio Fabio a um homossexual não pervertido, que diz sentir-se atraído por homens desde a sua mais remota memória:

Meu amado irmão: Graça e Paz! O tema acerca de gays, homossexualismo, assexualidade, e outras coisas relacionadas a situações do gênero, estão amplamente expostas no site (http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=01151). Apenas para eu não repetir a você o que já disse inúmeras vezes, peço que você vá até Cartas—aqui no site—e escreva as palavras que lhe interessam, e clique. O site vai mostrar a você todas as resposta onde o tema foi tratado. Ora, isto posto, eu quero falar com você acerca de outra coisa, bem mais grave: seu processo de adoecimento psicológico em razão de sua auto-visão e dos rigores com os quais o “seu deus” trata você, em sua consciência. Assumindo que você lerá os textos que lhe indiquei, quero deixar com você algo sério, portanto, o que lhe direi, que seja de mim cobrado, diante de Deus, se eu estiver induzindo você ao erro. Eu sei que não estou, e em mim dá testemunho a Palavra e o Espírito: 1. Você é de Jesus. Vai pro céu. Está salvo. É meu irmão. É filho de Deus. Jesus é seu Sumo-sacerdote. Está tudo pago. Afinal, você não é uma surpresa para Deus. O Cordeiro de Deus foi imolado por você “antes da fundação do mundo”. Então, meu amado irmão, creia e descanse. 2. As causas da homossexualidade são complexas. Vão de possíveis alterações genéticas à condicionamentos psicológicos; vão desde questões de natureza essencial—como é o seu caso—à opção viciosa, que também existe. Quando o N.T.—em Paulo e no Apocalipse—fazem referencia a que não herdarão o reino dos céus os que tais coisas praticam, a referencia era ao extremo; ou seja: à opção consciente pelo sexo como perversão e maldade. Assim também com relação aos adúlteros, feiticeiros e até “covardes” ou “tímidos”, conforme lá se diz. Portanto, se está falando de outra coisa, bem diferente. 3. Vá em Artigos e leia “A Graça e a Libertação das Taras Humanas”; leia também outros textos. Neles você vai descobrir que sua salvação é eterna, e não está sujeita a você mesmo. É o Evangelho que é a Boa Nova para você; não é você que é uma Boa Nova para o Evangelho. Inverter essa ordem—que é a ordem natural da religião sem Graça e que se gloria na Lei e na Moral—é o inferno dos crentes; só que a maioria ainda não descobriu que apesar de se confessar salva, vive, de fato, no inferno. 4. A sua questão de por que Jesus não “topou com um cara como você”, ou de por que não houve documentação de tal encontro, no caso de ter havido, é interessante e importante. Veja, os evangelhos ou mesmo toda a Escritura, também não nos dizem nada sobre alguém ter passado a desejar uma pessoa de quem nunca gostou, sexualmente falando, é claro. Tenho dito insistentemente aqui no site que esse departamento Deus deixou para o homem, para a alma...Essas coisas que são da essência do ser, seja por serem congênitas ou psicologicamente arraigadas, não são mencionadas como objeto de intervenções súbitas. Elas são completamente singulares, e demandam processo e auto-percepção. E, sobretudo, descanso na Graça de Deus. Por último, eu quero dizer que Jesus "topou" com essas situações sim. Ele apenas as tratou do único modo que eles têm que ser tratadas e no único ambiente: o modo é o amor misericórdioso, que tira a culpa; e o ambiente é o secreto, é o coração. Ele não esmaga a cana quebrada, e nem apaga a torcida que fumega. 5. A “igreja” nunca estará pronta para lidar com essas questões, pois, tais fatos da realidade, quebram as espinha dorsal das certezas e das vendas de cura da “igreja”. A “igreja” não tem humildade para lidar com o “silêncio”, com o “mistério”, como inexplicável. Então, se for bom, é de Deus; se for mal, é do diabo. Assim é o “mundo” da “igreja”. Ora, as coisas da vida, num mundo caído, não são assim: bem e mal se permeiam...morte e vida andam juntas...poder e fraqueza são sócios...terceiro céu e espinho na carne não se separam. 6. Não se explique para ninguém. Vá à igreja que lhe agradar, faça amizades, mas não tente se explicar. Não dará certo enquanto os crentes engolirem camelo e coarem mosquitos; e enquanto não souberem fazer a diferença entre um pervertido maligno, e um ser humano sofrendo de um espinho na carne...desde sempre. Concluindo, repito, leia tudo o que você achar aqui, medite, acalme o coração, e me escreva outra vez. Receba meu carinho e orações.

Nele, que nos fez irmãos, Caio

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Feliz Páscoa!!!

 

JESUS é a verdadeira páscoa.

Pois NELE temos a vida eterna após termos NELE, morrido também.

Celebrai com júbilo ao Senhor!!!!

Ensina isso a quantos puder, para que creiam e recebam o direito de serem chamados de filhos de Deus, nascidos NELE, por ELE e para ELE.

A fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a sua glória.

Este é o verdadeiro sentido da Páscoa!!!

 

Flavia Fernandes

domingo, 9 de janeiro de 2011

Uma palavra do bem

Referencias: os quatro evangelhos.

O Evangelho manda andar quieto, com pouco peso, sem papo furado pelo caminho, indo sem força própria, mas como um cordeiro ainda que em meio aos lobos; e isso sem desejos inquietos, sem frisson social, antes, desejando paz onde se entra; e permanecendo onde quer que se seja acolhido por filhos da paz; e manda ainda o Evangelho que em se indo... — que se pregue e se cure os doentes; e que se anuncie que o reino de Deus é chegado sobre todo aquele que crê.

O Evangelho manda que se ande sem ansiedade pelo que comer ou beber; pois, o Pai sabe e cuida; antes exorta a que se busque o reino em nós como bem maior; e garante que a simples Presença Primeira do Reino em nossa existencialidade, harmoniza a vida à nossa volta, de modo que todas as coisas que nos sejam necessárias nos serão acrescentadas.

O Evangelho manda que nossa alegria seja espiritual e não fundada nas cócegas irrisórias dos valores de neblina deste mundo.

O Evangelho ordena que a ninguém olhemos com preconceito, a menos que desejemos receber o conceito de Deus contra nós.

O Evangelho manda que nossas melhores festas sejam dadas a quem nunca tem alegria, como pobres, cegos, coxos, paralíticos, marginalizados e doentes.

O Evangelho diz-nos que perdoemos sempre; mesmo que seja algo inconcebível como 70 x 7 por dia.

O Evangelho afirma que Jesus só comparece a ajuntamentos de perdão, reconciliação e harmonia; ainda que apenas de duas ou três pessoas.

O Evangelho não ensina a fazer da Fé um Show e menos ainda o Show da Fé; ao contrario, manda que tudo seja feito de modo que mesmo o maior impacto seja logo esvaziado de todo show, para que fique apenas a pessoa e Jesus.

O Evangelho manda que não se tenha respeitos humanos, mas apenas respeito pelo ser humano; sendo que o primeiro tem a ver com posições e poder; e o segundo com a mera constatação reverente do outro como um ser.

O Evangelho designa homens e mulheres para serem sal, luz, sombra, ninho, abrigo, água fresca, pão, telhado, abraço, acolhida, hospitalidade, solidariedade, verdade, justiça, presteza, integridade, honestidade, lealdade, simplicidade e amor de Deus para com todos os homens; e, antes disso, uns para com os outros como discípulos de Jesus.

O Evangelho manda fazer o bem com a ignorância da naturalidade do amor de uma pomba; e discernir o mau com o olhar de uma serpente.

O Evangelho manda amar ao próximo como a nós mesmos, pois, somente assim o bem ao próximo é feito como quem toma banho, cuida de uma ferida, e penteia o cabelo sem virtude pessoal no que faz por si mesmo.

O Evangelho manda amar a Deus sobre tudo e todas as coisas, pois, sem o amor de Deus, que coisas haverá para serem de fato amadas e apreciadas?

Ora, eu poderia escrever até morrer de exaustão, sempre dizendo o que é o Evangelho e o que ele nos ordena como discípulos. Todavia, tudo o que se diga para sempre sobre isso, jamais será mais do que o que o Evangelho é: Deus, em Cristo Jesus, reconciliando consigo mesmo o mundo; e a nós de quebra...; e nós, por essa razão, tornando-nos os mais felizes, gratos e perdoadores de todos os seres humanos; inclusive de nós para nós —; e, portanto, os pobres que enriquecem a muitos.

Mas para quem desejar conferir por só saber que algo é o Evangelho se vier “entre aspas” ou com um monte de referencias ao “livro Bíblia”, abra a Bíblia e veja.

Eu, entretanto, escrevo assim [sem referencias ou citações], de propósito, desafiando os descrentes a lerem os evangelhos a fim de encontrarem qualquer coisa que não seja exatamente aquilo que nas palavras acima ditas expressam o espírito das palavras do Evangelho.

É somente assim o caminho que leva de meninos a homens! — Boys to Men!

Nele, que é a Palavra da Vida; o Evangelho,

Caio Fabio

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Compulsão Alimentar

Observações sobre a Compulsão Alimentar

Os Comportamentos Compulsivos são também chamados de Comportamentos Aditivos. São hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal adaptativos que já foram executados inúmeras vezes e acontecem quase automaticamente. As compulsões, comportamentos estereotipados, não são agradáveis nem úteis, mas fazem com que a pessoa fique muito ansiosa se não executá-los. Mesmo reconhecendo que esses rituais são irracionais o paciente não consegue deixar de repeti-los numerosas vezes.
A compulsão alimentar é um transtorno muito comum nos dias de hoje, não é uma doença, embora muitas vezes mal compreendida. Ela ocorre quando um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida, de uma só vez ou várias vezes ao dia, mesmo quando não tem fome e depois se sente física e/ ou psicologicamente desconfortável por comer tanto. Percebe-se em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou nível sócio-econômico e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças.
O transtorno da compulsão alimentar tem pelo menos três das seguintes características: comer depressa; comer até atingir mal-estar físico; comer quando não se tem fome; comer sozinho, ou ter sentimentos de vergonha e culpa em relação à alimentação; expressar descontentamento com a aparência, peso ou auto-estima; exprimir repugnância em relação a hábitos alimentares, peso, corpo ou aparência; sentir-se subjugado, envergonhado ou culpado durante ou depois de um episódio de voracidade; comer quando está sob pressão ou se sente psicologicamente diminuído; e como já foi dito, ingerir uma quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome.
Não há uma causa bem estabelecida para a ocorrência de Comportamentos Compulsivos. Pode-se falar em vulnerabilidades e predisposições, seja de elementos familiares, tais como os hábitos conseqüentes à extrema insegurança e aprendidos no seio familiar, seja por razões individuais e relacionados às vivências do passado e a ao dinamismo psicológico pessoal, seja por razões biológicas, de acordo com o funcionamento orgânico e mental.
Assim, Comportamentos Compulsivos ou Aditivos podem ser entendidos como atitudes (mal-adaptadas) de enfrentamento da ansiedade e/ou angústia, trazendo conseqüências físicas, psicológicas e sociais.
Normalmente os Comportamentos Compulsivos precisam de tratamento quando têm como conseqüências, prejuízos significativos à vida da pessoa ou ao seu entorno sócio-familiar. No entanto é significante o número de pessoas que conseguem reverter o quadro compulsivo alimentar seguindo algumas regras, tais como:
- não faça dietas muito rígidas, pois assim você estará se privando de muitos alimentos. Além de perder em nutrientes, esse tipo de regime colabora para a compulsão;
- lembre-se de que por mais gostoso que seja um determinado alimento ele não irá desaparecer da face da terra.Você poderá comê-lo mais tarde ou mesmo outro dia. Não é preciso devorar tudo o que vê pela frente.
- entenda que nenhum tipo de comida está proibido, mas apenas restrito. A proibição de um alimento, cria um desejo exagerado por ele.
- ao terminar uma refeição, levante-se da mesa. Muitas vezes você continua a comer apenas porque a comida está na sua frente.
- lembre-se, de que a comida só cura a fome. Problemas e sentimentos tem outro tipo de solução, como uma boa conversa, um desabafo, uma ida ao cinema, um esporte, etc.
- não pule refeições. Um grande intervalo de tempo sem comida pode deixá-la compulsiva no momento em que for se alimentar novamente.
- evite comer quando estiver cansada, você vai querer comer rápido para depois ir descansar; nesse comer rápido, provavelmente vai comer mais do que seu organismo precisa. Faça o inverso, ao chegar em casa, depois de um dia de trabalho, tome um bom banho ,vista uma roupa confortável e depois vá comer.
- não coma em pé ou andando pela casa. Assim não vai saborear os alimentos e nem perceber quando estiver saciada.
- preste atenção ao sabor dos alimentos. Afinal, comer deve ser sempre prazer. Se estiver comendo algo de que não gosta muito, ou que não está bem preparado, pare. Seja mais exigente. Escolha sua comida. Coma devagar, pois só assim poderá perceber quando estiver satisfeita. Comer devagar é questão de treino.
- e, principalmente, quando sofrer um ataque de compulsão, não se xingue, não se recrimine. Sentindo-se culpada, você será tentada a comer ainda mais. Perdoe-se e volte com a cabeça de magra na refeição seguinte.
- aceite-se.Sua maneira de comer e a forma de seu corpo não são boas nem más. Quando você cura sua alimentação compulsiva, seu corpo sente essa mudança e volta a ter seu peso natural, o peso natural para você conforme sua idade, atividade física, etc...
- anote sua dieta. Ter um caderninho para anotar tudo o que come ajuda a se familiarizar com seu padrão de alimentação e a perceber exatamente o que deve ser mudado.

Regina Fernandes
Psicóloga - Psicanalista

sábado, 30 de outubro de 2010

Uma luz no final do túnel

Para as mulheres que sofrem de Tensão Pré-Menstrual (TPM) duas palavras de esperança.

A Dra. Thelma Lovick, da University of Birmingham, está estudando em ratas de laboratório o efeito de doses baixas do antidepressivo Prozac (fluoxetina) - apenas 2mg de fluoxetina, logo no início dos dias em que os sintomas da  TPM aparecem.

No início do ciclo menstrual os níveis de progesterona vão aumentando para preparar o útero para receber o ovo. Se o óvulo não é fertilizado, os níveis de progesterona caem. É quando começam os sintomas da TPM, por volta do início da segunda metade do ciclo menstrual. Um dos metabólitos da progesterona é a alopregnenolona (ALLO), a qual inibe a atividade do circuito cerebral envolvido no controle das emoções. Quando os níveis de ALLO caem, como ocorre durante o período pré-menstrual, esta inibição é reduzida e os sintomas da TPM aparecem. A ALLO geralmente produz efeitos calmantes. No presente estudo, doses baixas de fluoxetina foram testadas para aumentar os níveis de ALLO, evitando o desencadeamento do aparecimento dos sintomas da TPM.

Tudo ainda está em estudo e a Dra. Telma diz que o tratamento parece não funcionar para uma pequena parcela de mulheres (3 ou 4%) que sofrem de uma condição psiquiátrica conhecida como Desordem Disfórica Pré-Menstrual (DDPM), deduzindo-se que TPM e DDPM não significam a mesma coisa, como pensam alguns.

Resta então às mulheres que deste mal sofrem - TPM - aguardar com esperança os resultados da pesquisa em seres humanos. Ou então, para que permaneçam sociáveis durante seus períodos pré-menstruais e não sintam vontade de estrangular seus companheiros por qualquer razão, a minha sugestão é de que permaneçam grávidas o máximo de tempo possível, evitando desta forma a queda acentuada dos níveis de progesterona e consequentemente dos níveis de ALLO.

PS: a última parte é brincadeirinha, viu colegas?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

JESUS X POLÍTICA

No tempo de Jesus existiam diversos “partidos” políticos, como, por exemplo, os saduceus que eram considerados os colaboracionistas com o poder atual i.e. os romanos. Havia também os zelotes, os homens do punhal, de revolução. Judas era um deles.

A respeito dos lideres políticos, notamos que Jesus chamou o Rei Herodes de “raposa” (Lc 13,32, e tinha uma olhar crítico sobre os governantes (Lc 22,25). Assim de um lado temos Judas como apostolo sendo um zelote. Cristo purificou o Templo; existiam armas entre os discípulos em Getsemani.

Mas, de outro lado, Mateus, também apostolo, tinha colaborado com o sistema vigente coletando impostos que sustentavam a dominação. Jesus condenou o uso da violência (cf. Mt 5,39 ss). Tudo indica que a doutrina de Jesus era uma atitude realista. Sobre a guerra diz (Lc 14,31): “Qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil”, etc.? Ou sobre a administração (16,1-7): “Havia certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens”, etc. Ou sobre a questão da justiça (18,1-5): “Havia numa cidade certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem”, etc. E também disse a Pilatos que seu poder vinha de Deus (Jo 19,11).

O teólogo alemão Schnackenburg escreve: “Se Jesus viu as injustas condições sociais e políticas de seu tempo, não se escandalizou diante delas e tentou remediá-las? Teria Jesus exposto ao lado de sua ética individual, outra ética social, a qual para nós se nos apresenta sobremaneira importante?”

“Conforme os textos do NT deve-se responder negativamente, pelo menos no sentido de uma ética social direta. É uma grotesca incompreensão considerar a Jesus, por suas palavras contra os ricos, como um revolucionário social; pela sua exigência de renúncia aos legítimos direitos, como um novo ordenador social (Tolstoi); pelo seu preceito de amor ao próximo, como um comunista; pela pregação do amor aos inimigos, com um pacifista, no sentido político da palavra; por seus ataques contra os doutores da lei, como um inimigo da ciência e da cultura.

“Todos esses unilateralismos mundanos não podem apelar para Jesus, já que todos eles desconhecem o objetivo primordial de Jesus em todas essas manifestações. Este objetivo é de ordem estritamente moral e religiosa. Jesus não se deixou comprometer de modo algum nas “questões mundanas”.

Jesus está mais preocupado com a implantação do Reino, com uma conversão de coração, a fraternidade entre os homens, em ter uma religião intimista. “Meu reino não é deste mundo”. Quer implantar uma ordem religiosa. Veja como resistiu à tentação do poder e da realeza temporal, Mt 4,2-10, (a tentação do Diabo), e Jo 6,14-15. Ele não resistiu o Pedro que queria se opor a sua morte? (Mt. 12,22 ss).

A ênfase é dada à reforma interior (Lc 6,27; 1Cor 7,17 e 29; Rm 12,2.). Disse que veio para chamar os pecadores (Mc 2,17), salvar os extraviados (Lc 19,10), oferecer sua vida como redenção (Mc 10,45; Jo 3,16; 10,10).

“Mas tudo isso significaria que a mensagem moral de Jesus não está em relação com a vida da sociedade, com a ética social, ou com as condições da vida mundana? Isso seria um erro perigoso, e com as piores conseqüências. Jesus não queria, de modo algum, separar do mundo seus discípulos e incutir-lhes, à maneira dos essênios, que se afastassem do meio de seu povo, e constituissem comunidades fechadas, regidas por um severo código moral.

“Jesus envia seus discípulos para o meio do mundo (Mt 10,16); e recomenda-lhes a tarefa de anunciar o Evangelho, primeiramente para Israel (Mt 10,5-6) e depois a todos os povos (Mt. 24,14 etc.)

Há uma visão realista. Por exemplo, a questão a respeito do tributo a César (Mc 12,13-17): deve-se pagar! E a resposta a Pilatos: todo poder vem de Deus. Sua ação diante de Herodes (Lc. 13,31-32), e a questão do serviço militar?

Podemos resumir a posição de Jesus diante do Estado desta maneira: O Estado é uma realidade dentro da existência atual. Mas não pode se absolutizar (ou se totalizar). Os discípulos de Cristo devem dar ao Estado o que necessita para sua realização como elemento da condição presente, mas deve opor-se a ele quando exigir o que é só de Deus.

Jesus está de acordo com os zelotes no reconhecer que o principal é o Reino de Deus; mas está em desacordo com eles quando afastam a existência do Estado como instituição profana (e necessária na atual situação) e proclamam a guerra santa para instaurar o Reino teocrático. Se os zelotes realizarem seu ideal, farão surgir um Estado totalitário, muito mais perigoso ainda. Não se pode formar um Estado partindo da comunidade daqueles que pregam o Reino de Deus.

Pe. Luís Kircher

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/fe/81.htm

quinta-feira, 5 de agosto de 2010