domingo, 15 de março de 2009

Compulsão por falar


Controlar a língua e as palavras é o exercício mais difícil ao qual um ser humano tem que se impor.

A compulsão por falar o que vem à cabeça é filha da impaciência e da ilusão de que se a pessoa não falar não terá participação responsável na vida — isso no caso de quem não tem a intenção de falar para destruir. Assim, a pessoa fica inquieta e angustiada se não fizer ou falar ou expressar o que crê.

Jesus disse “muito teria ainda a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. Ou seja: até a verdade deixa de ser verdade quando falada de modo insensato e fora da hora. A verdade é também o modo e tempo.

O grande exercício para quem não sabe não falar é transformar a compulsão de falar em atenção no ouvir e em oração a Deus. Assim, diante das pessoas ouça e diante de Deus fale!

(Caio Fabio)

Um comentário:

Regina Fernandes disse...

Chamamos de compulsões aos transtornos de comportamentos estereotipados, que não são agradáveis nem úteis, mas fazem com que a pessoa fique muito ansiosa se não executá-los. São hábitos seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. Mesmo reconhecendo que esses rituais sejam irracionais o compulsivo não consegue deixar de repeti-los numerosas vezes. Os comportamentos compulsivos precisam de tratamento, pois trazem prejuízos significativos à vida da pessoa ou ao seu convívio sócio-familiar.

Bjs
LU